Visão Estratégica


Negócios na visão da Sustentabilidade

Apesar de todos os avanços obtidos no final do século XX, os caminhos do desenvolvimento sustentável ainda carecem de uma prática que legitime os modernos conceitos propostos por estudiosos e especialistas das questões ambientais.

Esperava-se que as sementes da Agenda 21, plantadas durante o encontro Rio 92, germinassem já no limiar do novo milênio. Entretanto, basta uma rápida reflexão sobre o tema para se delinear os contornos do retardamento de um sonho coletivo. Conclui-se que, se na teoria a proposição é perfeita, nota-se, ao mesmo tempo, que as estratégias planejadas não foram ainda suficientes para alcançar a consciência plena do ser humano e fazê-lo repensar suas relações com o outro e o ambiente à sua volta.

Não restam dúvidas de que toda intervenção humana no planeta causa algum tipo de impacto, indo além do simples consumo de recursos naturais para alcançar outras dimensões das esferas sociais e até culturais. As previsões indicam que em 2025 teremos mais de 60% dos 6 bilhões de habitantes do mundo vivendo em núcleos urbanos. No Brasil, esse índice poderá chegar a 85%. Sendo essa uma tendência irreversível, “crescer sem destruir” torna-se um desafio inadiável. Cidades maiores – incessantemente consumindo recursos e gerando resíduos – certamente trarão problemas na mesma proporção. Ao campo caberá a tarefa de fornecer alimentos dentro de novas bases de ecoprodutivas.

A sociedade vem adquirindo altos ganhos em conhecimento tecnológico e científico. Infelizmente, perdeu progressivamente sua capacidade de transformar conhecimento em sabedoria, virtude que só será obtida com a transformação do saber em práticas “não egoísticas”. Apenas essa mudança interior, em gestos e atitudes responsáveis, poderá fornecer ao ser humano os elementos necessários para a realização efetiva do desenvolvimento sustentável e ao mesmo tempo assegurar sua própria sobrevivência enquanto espécie. Novas políticas publicas com bases sustentáveis precisam fomentar o uso das tecnologias limpas como por exemplo a energia solar.

É preciso compreender que as leis e as conseqüentes exigências ambientais por elas geradas – muitas vezes criticadas como mera burocracia – são, na verdade, oportunidades de melhoria visando a preservação da humanidade e, democraticamente, das outras formas de vida no planeta. Se conduzidas com inteligência, ações em sintonia ambiental agregam, além de qualidade competitiva, valor econômico aos empreendimentos produtivos.
Nesse cenário, há uma convergência e ganho direto do meio ambiente e da sociedade. Um bom projeto já deve nascer com as questões ambientais incorporadas, fazendo de sua sustentabilidade ambiental, social e econômica um ícone competitivo de mercado.

A Lume Estretégia Ambiental nasceu e evolui com essa visão de sonho e desafio: contribuir para que a sustentabilidade se transforme em realidade, enquanto trabalha para manter acesa a chama da esperança em um futuro melhor.

Paulo Maciel Júnior